Meu Diário
21/09/2008 20h42
Espaço novo-01 - Estrofe da semana
 
Onde a flor exarasse mais perfume,
onde a planta o ar puro respirasse,
a disputa infiel não prosperasse,
perdoar fosse o dom do bom costume,
o amor não murchasse com ciúme,
arrogância perdesse a existência
onde o pássaro exibisse a inocência
sem das armas temer à pontaria
- Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
 

Publicado por Pedro Ernesto Filho em 21/09/2008 às 20h42
 
15/09/2008 16h55
Espaço novo

                
 
              
A partir da próxima semana, nesta série intitulada de Espaço Novo, será criada a coluna Estrofe da Semana, onde se escolherá, a cada  domingo, o melhor conjunto de versos dos mais variados poemas da autoria de Pedro Ernesto Filho. 

                                      
                 AGUARDE . . .
     


Publicado por Pedro Ernesto Filho em 15/09/2008 às 16h55
 
15/09/2008 14h36
Curiosiosidades da cantoria

 

1. A deixa tem autoria do cantador paraibano, Silvino Pirauá Lima. Pirauá, que foi também criador do martelo agalopado, faleceu em 1913, sem ver prosperar sua inovação. Somente em 1926, em acalorado confronto entre Severino Pinto e Antônio Marinho, na Vila da Prata, no município de Monteiro-PB, foi que o uso da deixa teve sua marca inicial.   

2. A deixa antiga tinha por regra iniciar a estrofe seguinte com a mesma palavra com a qual terminava o último verso do companheiro, e sua inspiração foi embasada na literatura portuguesa.

   3. A primeira grande cantoria, em dupla, de que se tem notícia concreta aconteceu em 1870, na vila de Patos-PB, com Francisco Romano Caluete (Romano do Teixeira) e o escravo gênio, Inácio da Catingueira.

 

4.    O poeta baiano, Gregório de Matos Guerra, teve alguma influência no repentismo nordestino. Estando ele no município de Igaraçu-PE, foi informado de que o juiz daquela comarca mandou prender seu ex-patrão, porque este o chamou de tu. Gregório fez com que o Juiz reparasse seu erro e libertasse o cidadão, apresentando-lhe esses versos:

 

                          Se se trata um Rei por vós

                          e a Deus se chama tu!

                          Como trataremos nós

                          o juiz de Igaraçu?

                          Será tu ou será vós?

                          Será vós? Ou será tu?!

 
  5.  Cantador na Grécia antiga chamava-se menestrel.

 

6.     Guilherme IX foi o primeiro trovador da história do Ocidente.

 

7.     A palavra verso veio do latim - versus – que significa risco do arado

 

8.       Agostinho Nunes da Costa foi o primeiro poeta popular conhecido no interior nordestino, tronco ascendente de várias gerações de repentistas, inclusive do trio de cantadores, os irmãos Batista. Foi o pai de Antônio Hugolino Nunes da Costa e Nicandro Nunes da Costa.

 

A VIOLA

 

 9. A viola é um instrumento de caráter onomatopaico, isto é, emite som que parece com a sua forma. Há quem lhe atribua origem germânica. Foi a viola  o primeiro instrumento do cantador sertanejo.  

 

10. Há notícia da existência da viola, no Brasil, antes do século XVII. Antigamente o cantador, após uma vitória, amarrava uma fita colorida em suas cravelhas.

 

11. Entre, alguns poetas, ainda se preservam superstições: Diz-se que a viola sofre a influência da lua. Na fase da lua nova não se guarda a viola afinada, porque ela pode ficar corcunda, entortar e rebentar as cordas.

 

12. Madeira para viola deve ser cortada nos meses que não contêm a letra “r”: maio, junho, julho e agosto, na fase minguante da lua para nunca apanhar caruncho.

 

13. Há um certo consenso entre os cantadores – que o repentista que se preza não carrega a viola de baixo do braço, e sim, na mão.        

14. A viola foi difundida na Europa no século XIV. Ela   surgiu depois da rabeca medieval e antes da atual família de violinos. É possível que tenha sido o primeiro instrumento de corda que o Brasil conheceu, importado de Portugal. Os Jesuítas a empregavam nos seus trabalhos de catequese junto ao pandeiro, tamborim e a flauta de madeira.

 

15. Apenas três cantadores do passado não faziam uso da viola: Inácio da Catingueira e Fabião das Queimadas, que utilizavam o pandeiro - Cego Aderaldo que utilizava a rabeca.

 

16. BANDEJA - Prato de aça onde se deposita o pagamento pelos gêneros solicitados. Era lembrada, principalmente, no momento do elogio. O elogio tende desaparecer, em face da melhoria do nível dos cantadores e o interesse da própria platéia de ouvi-los cantando assunto que despertem a curiosidade. Em cantoria de bons cantadores, o pagamento geralmente se dá de forma espontâneo. A palavra bandeja está sempre presente nas cantorias, pode até o objeto para arrecadar as ofertas ser outro, mas o nome é sempre bandeja.

 


Publicado por Pedro Ernesto Filho em 15/09/2008 às 14h36
 
31/08/2008 09h12
Programa Raízes do Brasil
                           
                                      
                                  RAÍZES DO BRASIL

                          
                                Com apoio da Academia dos Cordelistas do Crato, o radialista Willian Brito apresenta, todo sábado, das seis às oito horas da manhã, pela Rádio São Francisco FM  do Crato-CE, o pograma cultural Raízes do Brasil, com a participação freqüente do poeta e escritor Pedro Ernesto Filho e demais colegas da entidade. O programa pode ser assistido via internet no endereço www.radiosaofrancisco.fm5.com.br .
                  É, portanto, um programa de poesia, música, discussão e informação.

               
                          -Sintonizem- 

 


Publicado por Pedro Ernesto Filho em 31/08/2008 às 09h12
 
31/08/2008 08h23
Lançamento de cordel

                       
                       LANÇAMENTO DE CORDEL
 



          Ocorreu, ontem, dia 30 (trinta) de agosto, com início às 19 horas, o lançamento oficial do Cordel intitulado ENSAIO DE CANTORIA, de autoria dos poetas Pedro Ernesto Filho e Aldaci de França. O evento aconteceu no audItório do ICC - Instituto Cultural do Cariri, na cidade do Crato-CE. A organização ficou por conta da Academia dos Cordelistas do Crato, que conseguiu reunir uma platéia numerosa e seleta. Outros cordelistas da academia  também fizeram lançamento, confira:

Autor                             Título da obra
Willian Brito                     A História de Dom Hélder Câmara;
Eugênio Dantas                A História  do Padre Verdeixas; 
J
osé Joel                        Estou vivendo o presente;
Maria do Rosário              As Bonequeiras no Pé de Manga.

       
           
Foi uma noite cultural, de fartos documentários, oportunidade em que se pôde definir o cordel da seguinte forma:


                                           
Cordel tem que ser versado 
                             ter cadência e ser completo, 
                             mantendo em seu objeto 
                             as raízes do passado, 
                             onde o autor com cuidado 
                             expresse a sua emoção, 
                             tirando da inspiração 
                             o que o povo quer saber 
                             -O bom cordel deve ter 
                             rima e metrificação. 


                             Graças à força do estudo 
                             do grande mestre Hugolino, 
                             dando ao cordel um destino 
                             de nobreza e conteúdo; 
                             hoje, cordel não é tudo 
                             que se pendura em cordão, 
                             precisa ter oração, 
                             ser bom de cantar e ler 
                             -O bom cordel deve ter 
                             rima e metrificação
.


Publicado por Pedro Ernesto Filho em 31/08/2008 às 08h23



Página 14 de 14 « 11 12 13 14 «anterior