Textos


CEARÁ DiVERSO
Projeto, Arte e Cultura
                                      
                                                     Autor: Pedro Ernesto Filho

Publicado oficialmente no dia 18 de junho de 2015, por ocasião do V Festival de Cantadores, em Juazeiro do Norte - Ceará.

Oh ouvinte do Ceará Diverso!
saiba que no programa da TV
a sanfona, viola, arte e humor,
tudo isso na tela a gente vê,
com orgulho de tê-lo ao nosso lado
veja agora em martelo agalopado
o que nós preparamos pra você.
 
Sob o manto da honra e da verdade
TV Vale adentrou o Cariri,
um programa instalou-se por ali
estreitando o sertão com a cidade,
definindo o que é simplicidade
foi Vandinho que disse pra o além:
quem na vida promove e faz o bem
ouve a voz do Senhor de vez em quando    
projetando, fazendo e cultuando
devolvemos a paz que o mundo tem.
 

Um programa diário hoje se tem
com o nome de Ceará DiVerso,
transformando o sertão num universo
onde a arte acontece e se sai bem,
a sanfona se exibe sem porém,
o cordel aparece sem censura,
cantoria, humor, caricatura
registrando esta frase imaginária
o projeto é a força temporária
que a arte empreende na cultura.


As matérias que faz contêm lisura
e pra os artistas não usa distinção,
com parceiros inova promoção
dando força ao debate e à leitura,
na dinâmica da arte ele procura
melhorar o teor das edições,
planejando estratégica das ações
deixa claro ao poder regional 
que com o SESC e o Centro Cultural
é possível manter as tradições.
 
 
Aderindo ao rigor das promoções
torna o SESC um recanto dos poetas,
lançamentos de livro em suas metas
engrandecem o teor das produções,
cantadores de outras regiões
já vieram mostrar sabedoria,
ombreado com nossa Academia  
leciona esta frase com postura
é Vandinho um maestro da cultura
promovendo as ações da cantoria.
 
 
Tem a arte do povo como guia,
realiza o seu quinto festival,
sempre ao lado do Centro Cultural
desenvolve a grandeza da poesia,
duplas jovens vieram um certo dia
cumulando mais título em sua saga,
disputando troféus e melhor vaga,
o que faz sua história exuberante
e tendo agora o estilo itinerante
seu sucesso se eleva e se propaga.
 
 
Multiplica o prestígio de Gonzaga
quando exalta Luísa e Carneirinho;
o pandeiro, o ganzá, o bumba, o pinho
fazem história que o tempo não apaga;
toda terça o humor por lá se afaga,
toda quinta o desenho entra em ação,
vai assim alcançando uma expressão
e elegendo o poder da inteligência,
com empenho, capricho e consciência
descobrindo os talentos do sertão.
 
 
Aos oito anos de sua criação
tem serviço prestado ao Cariri,
seu cenário reflete o que é daqui
cultivando a beleza deste chão,
conteúdo pra toda geração
sem calão, sem apelo nem suspense,
ensinando como é que a arte vence
desafios no âmbito popular,
seus enfoques renderam ao titular
dom de ser cidadão juazeirense.
 
 
Campeão da cultura cearense,
toda boca de noite vai ao ar,
em diversos lugares pode estar
pois ao público da arte ele pertence,
quem tem dúvida na glosa, ele convence,
e oferece aos poetas bom cachê,
os eventos registra em DVD,
cumpre os tratos seguindo dia e hora
foi o único que fez até agora
festival transmitido por TV.
 
 
Todo mês é no SESC que se vê
a pujança domando o seu teatro,
cantoria já fez quarenta e quatro
e o sucesso é sem dúvida e sem porquê;
sua história é deleito pra quem lê,
seu horário é orgulho do povão
e se um dia aumentar a duração
vai dobrar o calor da preferência,
nos estúdios é líder em audiência
feito em praça arrebanha multidão.
 
 
Enobrece os acordes da canção,
dá apoio a quem canta e quem declama,
aos artistas consagra nome e fama
e fortalece o vigor do artesão;
preservando o que faz a região
construiu sua base por aqui,
pincelou prontamente o seu croqui
com firmeza, cultura, arrojo e plano,
demonstrando que um grão paraibano
produz flores nos chãos do Cariri.
Pedro Ernesto Filho
Enviado por Pedro Ernesto Filho em 20/06/2015
Alterado em 20/06/2015

Música: Deus e eu no sertão - Victor e Leo



Comentários